Um babaca dialético Pt XXVI

•novembro 23, 2009 • Deixe um comentário

Alguns meses desde a ultima postagem. O fato é que tenho me esforçado bastante para pensar menos, sair mais, beber mais, ser dispensado pela namorada, beber ainda mais, fazer mais cagadas, mandar amigos de infância tomarem no cu, toda essa impulsividade capslockiana que acho ridícula.

O motivo não foi bem um motivo. Foi um clássico why not, na verdade. Mas tese, antítese e síntese funcionam só na cabeça do filho da puta que inventou isso, aparentemente, e, a não ser que os resultados venham a longo prazo, consegui me tornar um desconhecido pra algumas das poucas pessoas em quem confiava.

Agora volto pra concha, rabo entre as pernas e tal, sendo o mesmo idiota de antes. Toda experiência é válida meu ovo esquerdo.

Porque quem dá mesmo não diz

•agosto 31, 2009 • Deixe um comentário

Aparentemente usei a expressão “favores de uma mulher” num post qualquer por aqui. Favor substituir mentalmente por “comer umas puta”.

E tava aqui checando o andamento de uma lista com coisas que, em algum momento da minha vida, prometi jamais fazer:

  • Ter um celular;
  • Ter um carro;
  • Usar roupa social
  • Ter um blog;
  • Ter um twitter;
  • Ter um perfil no orkut;
  • Ter um relógio;
  • Ter um livro do Olavo de Carvalho;
  • Dar a bunda;

Vamos mal, como podem ver. Mas Vinicius disse, Vinicius avisou.

Name-dropping FTW

•agosto 31, 2009 • Deixe um comentário

Bacana como alguém pode ser tão ruim assim em se expressar. E já tentei de tudo: conversar não sei, escrever me faz sentir um mané comparado com os caras que costumo ler, coordenação pra desenhar não tenho, meus ângulos pra fotografia são sempre os mais óbvios, e em música… porra, em música até tenho idéias boas de progressões harmônicas e tal, mas nuncajamaisever consigo encaixar essas bostas dentro de uma música coerente.

Primeira hipótese, pois então: não tenho porra nenhuma pra expressar. Isso, simples assim. Não tenho visão de mundo. Ou até tenho, mas é uma mistura confusa de uma meia dúzia de livros que me impressionaram lá nos meus 15 ou 16 anos e me deram uma dúvida eterna sobre tudo nesse vida. Logo, pra que ficar repetindo tudo que já está lá no Machado ou em algum veadinho aleatório de um Dostoiévski, Tolstói ou Sthendal?

Aí você junta isso com um puta dum egoísmo e vai ter um sujeito bem estranho.

- Bem, ter escrito que essa era a primeira hipótese faz supor que hajam outras.

Sim, e daí?

- Fale-me mais sobre isso.

Tomar no cu, que não lembro mais.

Interpol – Our Love To Admire

•junho 30, 2009 • Deixe um comentário

Ok, arengas sobre discos quaisquers, só pra exercitar alguma comunicação com o mundo externo:

Disco estranho. Fala de amor e outras babaquices, mas meio fora dessa ondinha emo que pegou geral – intelligentzia incluída. Ou eu que to muito errado. Enfim. Algumas das letras são confusas, mas frases soltas criam uma atmosfera de sentido. “That’s all and that’s right”. Sem réplica. I mean, teu quinhão é esse, filhote. Pára de veadagem e toca a vida. Mas não, nego quer ler Wittgenstein. Nego quer saber se a porra da existência precede a porra da essência. Rola também musiquinha alegre, esqueminha bem sing-along. “But todaaaay myyyy heart swings”. Yep. Pior que não ter o que se quer é não saber o que se quer. Ok, não é tão alegre assim.

Musicalmente tem umas guitarras bacanas, timbre fodinha, meio cortante e tals. Tu ouve exatamente cada som de cada corda. Ao preço de pesarem um pouco a mão na compressão – principalmente nos refrões, aparentemente. De qualquer jeito ainda soa legal. E também tem uns teclados sobrando em alguns cantos das músicas. Isso sim irrita. Parece que nego tentou preencher todos os buracos, criar climinha, sabe Deus. Soa forçado. Teclados também não são dos intrumentos mais bacanas. Sei lá, to pra ver um tecladista inteligente nessa vida. Devem perder só pra corretores de imóveis e analistas de sistemas.

Sobre a hipocrisia que não temos

•maio 14, 2009 • Deixe um comentário

Se vivemos no piloto automático, e se subimos o vidro, e se achamos que estamos certos. E se acusamos os fracos, e se reclamamos dos fortes, e se parecemos ímpares, e então advogamos a justiça ex machina.

Mas atenho uma consciência que, caídas as escamas, me floreia a vida, e me esconde as vergonhas. E compro o céu em parcelas, e me dirijo para a felicidade numa garagem fechada. E tenho minhas noites, que são só minhas, e me tem elas, pois que não conheço sonhos.

Mas acima de tudo tenho vida de cinema, e tenho cenário de novela (ainda que vaga). E me represento, e me torno irresoluto, pois que assim me resolvi.

See it swimmin’

•abril 16, 2009 • Deixe um comentário

Esquerda, direita, indiferença política. Crentão tonto, cético,  indiferença mística.

Se a porra da síntese dialética funcionou nem na USSR, porque diabos eu ainda acho que vai funcionar na minha vida, ein?

E não consigo mais manter linhas de raciocínio. E não que antes eu conseguisse. Mas eu tentava, and that’s the point. Tipos jogo que tu já sabe que vai perder, mas corre atrás da bola assim mesmo.

Agora eu finjo contusão. Minha mente vaga perdida, pulando de idéias primárias (ah, uma vulva…) a outras primárias. Trapézio é para os fracos. Minhas idéias precisam de um circo todo, menos o gran finale, que não sou dado a conclusões.

Mas o post não é sobre isso, é sobre essas convicções parcialmente temporárias. Quantos tratados já foram escritos sobre o “em si”? E quem sabe definir o que caralhos é isso? Realidade e consciência são tudo menos realidade e consciência, nossos conceitos tortos para teorizar o intangível.

Escolher um lado, vestir a camisa, tomar uma “atitude”. Não importa o lado, nem qual camisa. E atitude pode ser um destilado artesanal qualquer, preferencialmente. Mas não tente ser introvertido, ou sintetizar a realidade, ou buscar o Bem (aspas imáginarias em tudo, por obséquio). Tem lugar e hora pra essas veadagens. A Arte é sua amiga.

Eles, os idiotas

•abril 5, 2009 • Deixe um comentário

Os idiotas abundam. E são fáceis de reconhecer: falam pra caralho, e alto – como se todos estivessem interessados. Vivem pelo respaldo alheio, dos outros idiotas que acenam e concordam com a mais recente histórinha sobre pequenos triunfos (“então falei pra ele…”) onde os interlocutores humilhados invariavelmente tem voz de retardado.

What a wonderful world.

O de sempre, por favor

•outubro 9, 2008 • Deixe um comentário

Noites vazias de tudo, dias cheios de nada e clichês desavergonhados para falar daquilo que preferiríamos ignorar. Sem projetos de longo ou médio prazo, descemos os círculos do inferno sem que Beatriz alguma nos espere. Não que tudo seja uma merda, mas não há como não pensar que as coisas boas da vida não sejam migalhas de pão deixadas pelo caminho para nos atrair rumo ao fim, ao nada ou outros termos metafísicos cuja significação estamos longe de compreender.
Analogia furada e mais um post sem conclusão, já terão percebido.

A desk to organize

•setembro 28, 2008 • Deixe um comentário

Relendo essas coisas, percebo que quase sempre minto. Não por mal, creio, mas porque realmente não me conheço, não me entendo e não reconheço em mim padrões de comportamento. Não gosto de falar sobre minha vida e minhas idéias não são coerentes, talvez pelo fato de que eu simpatize com todas as causas simultaneamente. Niilismo besta, but you just can’t help it.

Stand-alone comedy

•setembro 28, 2008 • 1 Comentário

A felicidade é uma mentira, tanto quanto o desespero ou a dor. Me lembro de um filme em que um loser padrão (filme americano, portanto) tentava desmerecer as façanhas sexuais de seu chefe bonitão e rico alegando que a doçura da vida não é tão doce sem o amargo (tradução podre).
O fato é que, loser ou não, o argumento é bom. Os parâmetros que temos são os extremos de dor ou prazer, o restante é escala de cinza. Arrastar a vida em tarefas sem sentido, conviver com pessoas indiferentes, estudar coisas que não nos fazem melhores em nada. Fazemos isso para, de seis em seis dias (enquanto Deus descansa), ter amostras do céu com álcool ou favores de uma mulher.

 
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