Interpol – Our Love To Admire
Ok, arengas sobre discos quaisquers, só pra exercitar alguma comunicação com o mundo externo:
Disco estranho. Fala de amor e outras babaquices, mas meio fora dessa ondinha emo que pegou geral – intelligentzia incluída. Ou eu que to muito errado. Enfim. Algumas das letras são confusas, mas frases soltas criam uma atmosfera de sentido. “That’s all and that’s right”. Sem réplica. I mean, teu quinhão é esse, filhote. Pára de veadagem e toca a vida. Mas não, nego quer ler Wittgenstein. Nego quer saber se a porra da existência precede a porra da essência. Rola também musiquinha alegre, esqueminha bem sing-along. “But todaaaay myyyy heart swings”. Yep. Pior que não ter o que se quer é não saber o que se quer. Ok, não é tão alegre assim.
Musicalmente tem umas guitarras bacanas, timbre fodinha, meio cortante e tals. Tu ouve exatamente cada som de cada corda. Ao preço de pesarem um pouco a mão na compressão – principalmente nos refrões, aparentemente. De qualquer jeito ainda soa legal. E também tem uns teclados sobrando em alguns cantos das músicas. Isso sim irrita. Parece que nego tentou preencher todos os buracos, criar climinha, sabe Deus. Soa forçado. Teclados também não são dos intrumentos mais bacanas. Sei lá, to pra ver um tecladista inteligente nessa vida. Devem perder só pra corretores de imóveis e analistas de sistemas.
